Navegando "Criatividade"

Da janela…

 

Essa é a vista da janela da sala da minha casa.

Eu brinco que é o meu quadro vivo.

É a mesma vista, mas ela sempre me surpreende.

Por volta das 6h30, espio a janela, para ver o espetáculo solar, neste show particular.

Nuances de cores dançam no céu, ao sabor da sinfonia silenciosa da manhã.

 

O quadro vivo se transforma a cada segundo.

A manhã dourada, o meio dia iluminado, a tarde delicada rosa azulada…

 

De tardezinha, o azul profundo, e à noite, o breu salpicado de estrelas. E na lua cheia, a majestosa faz a festa no céu.

 

Eu adoro apreciar o céu, o sol, a lua e o mar…

As incríveis cores que se movem no céu sempre me surpreendem!

O nascer e o pôr do sol me encantam, me acalmam, me meditam…

Santuário da Paz: é o que a praia representa para mim.

Da minha janela, pro mundo, aprecio a beleza.

Toco o divino com um singelo olhar.

Imagino que Deus é pintor e brinca de colorir o céu.

Aí Ele me oferece o silêncio, que é preenchido pelo suave das ondas. Nesse movimento de deleite para os meus sentidos, sinto cheiro de vida. O ar tem um frescor que desliza com sabor de hortelã pela minha pele.

Sinto uma alegria pueril que parece cócega na alma.

Natureza: a beleza que me cura da poeira diária.

Por um momento, tudo é perfeito, e eu me fundo naquele céu.

E eu me afundo naquele amar.

Parece que fui lá pintar com Deus.

Mas logo volto e ele me entrega lápis e pincel.

 

  • Cria sua vida!

Me lembra da minha obra de arte.

E volto a ser criança, só para sonhar no seu abraço celestial.

Deus está em tudo. Deus está em todos.

O céu me lembra disso.

 

Gabriele Ribas

Exercício de Escrita Terapêutica…

Vamos praticar?

Agora mesmo… busque a janela mais próxima… o que você vê?

O que você sente? Busque a janela do seu Ser… Olha pra dentro, olha pra fora… O que tem aí, agora?

Escreva… livre e leve, fácil e breve… deixando fluir suas palavras secretas… E se quiser se inspirar, pode escutar abaixo a poesia que escrevi… “Da janela”…

E se quiser compartilhar comigo, vou apreciar conhecer o seu mundo, através da sua janela!

Com carinho,

Gabi

 

Girassol, Gira Sol, Gera Sol

Um dos momentos mais incríveis da minha vida, foi caminhar em um extenso campo de girassóis, no sul da França. Senti uma energia indescritível transbordando dos girassóis. Impossível não sorrir ao lado deles. Foi tão prazeroso, tão agradável sentir o perfume, a força e a delicadeza dessas belas flores. Para eternizar esse momento de bem estar e enlevo, escrevi uma poesia, para homenagear a beleza que irradia douradamente do girassol.

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Ele e ela

Ele e ela

Ele é homem, ela é mulher.
Ele é yang, ela é yin
Ele é sol, ela é lua.
Ele é o calor que aquece no frio.
Ela é o frio que suaviza o calor.
Ele é força, ela é suavidade.
Ele é sabedoria, ela é imaginação.
Ele é inteligência, ela é sensibilidade.
Ele é terra, ela é mar
Ele é fogo, ela é ar.
Ele é razão, ela é emoção.
Ele é organização, ela é espontaneidade.
Ele é música, ela é dança.
Ele é som, ela é silêncio
Ele é o sonho dela… Ela é o despertar dele…
Ele e ela… Não são duas metades… São dois inteiros… São parceiros…
Não são opostos… São complementares!
E assim é.

Gabriele Ribas

Ilustração: Cintia Freitas
https://www.facebook.com/estudiocintiafreitas/?fref=ts

A dança da escrita. A escrita da dança.

 

Querer escrever é a mesma coisa que querer dançar, cantar ou pintar. São extensões naturais do artista que existe em nós. Sandra Shuman

 

Eu lembro que eu tinha por volta de 14 anos e estava numa festinha dançante da minha prima. Eu via as pessoas dançarem, animadas, felizes, livres.

Ah, como eu queria dançar assim – pensei.

Mas tinha muito medo de parecer desengonçada. Tinha receio de estar fora do ritmo. Tinha pavor de ‘pagar mico’. Então… Fiquei sentadinha.

Mas a minha alma dançava por dentro.

Quando criança, eu dançava livremente, e adorava dublar na frente do espelho, com as roupas da minha mãe, e com uma escova de cabelo, que fazia de conta que era o microfone. Mas com a chegada da adolescência, veio de brinde a timidez…

Eu… alí… Naquela festinha, sentadinha, paradinha…

Mas com a alma dançando!

De repente, senti um impulso, uma energia, uma vontade maior.

Pensei: Afinal, o que me impede de ser feliz? Por que estou aqui, me torturando, sendo que a minha alma já sabe o que quer?

Até que tomei coragem, levantei, e fui pra rodinha de dança, com um tímido balanço. Fechei os olhos, fui embalando o corpo com a alma, a alma com o corpo. Misturei-me na música, me perdi. Perdi a noção do tempo, a preocupação, o medo. Dancei livre: encontrei-me, enfim!

Quando abri os olhos, tudo estava bem, afinal, cada um dançava o seu mundo. Senti um alivio. Senti que naquela noite, recuperei algo sagrado: Talvez um pedaço da minha infância ou uma alma de bailarina.

Ás vezes minha alma dançarina adormece, mas ela sempre está lá. Basta ouvir a música certa, uma pitada de confiança, a despedida do medo, fechar os olhos, respirar fundo, e... uláá... Mergulhar no corpo criante!

A dança é um belo caminho, e o mais incrível, é que nem precisamos sair do lugar! É uma jornada de passos internos, invisíveis. Dançar livre é conectar-se com a nossa essência criativa e artística.

"Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho."

W. Dyer

Gosto de relacionar a dança e a escrita. Escrever é a minha paixão, e assim como a dança, uma bela arte criativa.

Dançar é Escrever com o corpo...

Escrever é Dançar com a alma...

 

Assim como eu senti aquele frio na barriga na minha adolescência, com medo de dançar na frente dos outros, já ouvi várias pessoas me dizerem que tem medo de escrever, especialmente, medo da reação dos outros.

Ah, esse tal medo do julgamento... Mas o maior julgamento, o mais terrível e assustador... Penso que é o interno! Nosso crítico interno quer nos proteger, mas acaba muitas vezes, nos tolhendo a liberdade criativa!

Todos nós somos dançarinos, todos somos escritores. Todos somos artistas!

Basta dançar, basta escrever! É uma questão de permitir-se, expressar-se, libertar-se, sem medo de ser feliz!

As crianças não fazem isso, tão naturalmente?

 

“Toda criança é um artista.

O problema é o como manter-se artista depois de crescido.”

Picasso 

 

Não precisamos dançar perfeitamente, nem escrever perfeitamente, mas sim, com autenticidade: com a alma, com a verdade mais pura que emerge da essência criativa do ser.

Você pode ver uma dança tecnicamente perfeita, mas vazia de alma. E uma dança simples e natural, repleta de vida! Você pode ler um texto impecável, mas sem vitalidade, sem emoção. E um simples texto, escrito com a pureza do coração.

Acredito na expressão espontânea da arte.

Acredito que somos todos criativos!

Escreva como se estivesse dançando sozinho: sem medo, sem preocupação, sem julgamentos. Liberte a sua alma artista e criativa. Expresse o que floresce em você.

Aos poucos, vamos tomando coragem de nos mostrar. Não para os outros, mas para nós mesmos! Pois toda arte autêntica, é revelação! A arte é um caminho criativo para o autoconhecimento. A vida é arte criativa! Quanta beleza nos rodeia! Quanta beleza podemos criar!

Como você está escrevendo a sua história, e dançando a sua vida?

Com carinho,

Gabi

Gabriele Ribas – psicoterapeuta e arteterapeuta

cadernodagabi@gmail.com

A borboleta, o caderno e o processo criativo

 

Com muita alegria, apresento para você a logo do Caderno da Gabi: a Borboleta-Caderno.

A BORBOLETA tem amplos significados. Representa a alma, a psique, a liberdade, o renascimento, a autotransformação e o processo criativo. Trago aqui uma das reflexões que o simbolismo da borboleta pode nos inspirar:

A borboleta nos ensina a arte da transformação.

Tudo começa no estágio ovo, que convida a tomar consciência das nossas potencialidades. O estágio larva traz a nutrição e alimento para as nossas ideias. O casulo é o movimento de ir para dentro, e neste movimento introspectivo, desenvolver certa ideia, projeto ou qualidade. O nascimento é a realização da potencialidade, a manifestação da sua intenção. A borboleta voando livremente representa compartilhar a nossa criação com o mundo.

A vida está sempre em processo de transformação. Que estágio deste ciclo você se encontra neste momento?

  1. Estágio Ovo: Está repleto de ideias, mas ainda não lançou no mundo?
  2. Estágio da Larva: Está se alimentando de conhecimentos, reunindo informações para tomar uma decisão?
  3. Estágio Casulo: Está num momento introspectivo?
  4. Estágio do Nascimento: Está compartilhando com os outros a sua criação?

O simbolismo da borboleta ativa a nossa clareza mental para perceber onde estamos no caminho de vida, e aonde queremos chegar.

Relacionando com o processo criativo da escrita, podemos dizer que o estágio ovo representa nossa vontade de escrever, nossa intenção criativa. No estágio larva, buscamos alimentar o conhecimento através de leituras, conhecimentos, experiências.

O casulo é o momento da incubação, representa nossos momentos de descanso, lazer e sono.

O nascimento é a manifestação da nossa criatividade através daquilo que escrevemos; nossa expressão autêntica e única.

Dessa maneira, relacionando as etapas do processo criativo da escrita com a metáfora da transformação da borboleta, temos as seguintes inspirações:

  1. Preparação (estágio ovo e lagarta): Leia, estude, experimente pesquise sobre o assunto que você gosta.
  2. Incubação (casulo): Tenha momentos de pausa e silêncio. Relaxe, medite, sonhe.
  3. Insight (nascimento): Escreva livremente, expresse a sua criatividade autêntica.
  4. Manifestação: Compartilhe com o mundo!!

A borboleta representa o processo criativo, este é um dos motivos de eu ter associado ao caderno.

O caderno também representa este processo criativo de autotransformação.

Que o Caderno da Gabi possa voar e inspirar muitos corações  com a escrita terapêutica e o autoconhecimento criativo!!!

Com amor, Gabi

Escrever e Editar: É só começar!

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ESCREVER E EDITAR: HARMONIZANDO OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

Escrever livremente amplia a sua capacidade de comunicação e inspira o seu autoconhecimento.

O potencial criativo é amplificado quando nos sentimos livres para experimentar, para criar, para escrever e para viver com autenticidade!

A escrita é um ato criativo que integra duas etapas importantes: ESCREVER e EDITAR.

ESCREVER: A primeira etapa consiste em permitir o livre fluxo criativo e escrever espontaneamente. Escrever possibilita expressar e materializar os seus pensamentos, ideias, sentimentos, intuições, experiências, conhecimentos, imaginações e informações.

EDITAR: A segunda etapa implica em organizar, editar e conferir racionalmente o que foi escrito. É neste momento que observamos a coerência da mensagem, conferimos a ortografia e a concordância gramatical.

Para escrever, acionamos o nosso hemisfério cerebral direito, a “morada” da criatividade, da síntese, da imagem, dos sentimentos, da poesia, do prazer e da criança interior. Para editar o que escrevemos, precisamos ativar o nosso hemisfério cerebral esquerdo, responsável pela lógica, raciocínio, classificação, organização gramatical e análise crítica.

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Na escrita terapêutica, visando comunicar-se melhor consigo mesmo e experimentar a liberdade de criar e expressar o seu mundo interior, a primeira etapa (escrever) pode ser suficiente.

Contudo, quando almejamos compartilhar o que escrevemos, a segunda etapa (editar) é essencial para que a entrega da nossa mensagem seja clara e eficiente. Escrever e editar integra os nossos hemisférios cerebrais, como uma dança criativa e dinâmica.

De um modo geral, a escola formal preconiza a edição da escrita, valorizando em demasia o português correto, as regras gramaticais e a lógica racional.

Contudo, vimos que esta é uma etapa importante da escrita, mas não é a única. Antes de esculpir o texto, precisamos da matéria prima! A fonte da criatividade brota da nossa alma e precisa fluir livremente pelas nossas mãos.

A nossa escrita espontânea é a matéria prima da nossa obra.

O curso ESCREVA-SE: oficina on-line de escrita autêntica busca desbloquear o potencial criativo e permitir o livre fluxo da imaginação e da criatividade única de cada pessoa. Através de exercícios de escrita positiva, espontânea, criativa e terapêutica, convida-se a alma a expressar a sua voz.

Desafios criativos estimulam a escrita como um processo de crescimento pessoal.

Se você quiser saber mais sobre a próxima turma do ESCREVA-SE, clique aqui.

Com carinho,
Gabi Ribas – coach de escrita
cadernodagabi@gmail.com

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