Navegando "Escrita Autêntica"

Lavanda poética

Um verdadeiro mar de flores!

 

Conhecer as lavandas, no sul da França, foi uma experiência bela, poética e perfumada.
E foi lá mesmo, na acolhedora região de Provance, que nasceu este singelo poema, uma verdadeira aromaterapia poética…

 

Lavanda poética...

Lavanda, lilás-azulada...
Bela flor da purificação...
Limpa, cura e harmoniza...
Transforma a dor em perdão...

Lavanda, lavare, lavar...
Perfumada, livre e leve...
Lava com louvor...
Leal e amável flor...

Encanto aromático...
Relaxa a minha mente...
Abraça os meus sentidos...
Deixa minha alma sorridente...

Libera os excessos e pesos...
Respira a pureza do coração...
Flor da leveza e da suavidade...
Conecta com a imensidão...

Delicada e perfumada...
Lavanda, refrescante...
Regenera, cicatriza...
Faz do eterno, um instante.

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Equilibra, embeleza, reza...
Flor versátil e medicinal...
Aroma relaxante e suave...
Graciosidade sem igual...

Lavanda: minha aromaterapia...
Um abraço aromático desta nobre flor...
Cura as suas feridas, regenera...
Transborda em beleza e amor!

 

Gabriele Ribas

Escritora.

Especialista em Psicologia Transpessoal e em Arteterapia. Psicoaromaterapeuta - sistema dos 13 aromas

Ele e ela

Ele e ela

Ele é homem, ela é mulher.
Ele é yang, ela é yin
Ele é sol, ela é lua.
Ele é o calor que aquece no frio.
Ela é o frio que suaviza o calor.
Ele é força, ela é suavidade.
Ele é sabedoria, ela é imaginação.
Ele é inteligência, ela é sensibilidade.
Ele é terra, ela é mar
Ele é fogo, ela é ar.
Ele é razão, ela é emoção.
Ele é organização, ela é espontaneidade.
Ele é música, ela é dança.
Ele é som, ela é silêncio
Ele é o sonho dela… Ela é o despertar dele…
Ele e ela… Não são duas metades… São dois inteiros… São parceiros…
Não são opostos… São complementares!
E assim é.

Gabriele Ribas

Ilustração: Cintia Freitas
https://www.facebook.com/estudiocintiafreitas/?fref=ts

Mãe de livros

 

Livros são filhos.

Livros são sonhados, desejados, gestados, e um belo dia, nascem!

Livros-filhos são cuidados, amados, e vem através de nós, mas não são nossos: são do mundo!

Eles têm uma missão própria, e é bonito vê-los crescer, conhecer outros lugares, outras pessoas…

Quando o livro nasce da alma é uma realização maior ainda.

Filhos-livros da alma são frutos da mais pura expressão criativa; são o retrato autêntico das nossas potencialidades.

Estes são meus queridos: Caderno do Eu e a Rosa da Gratidão!

E tem outros ‘irmãozinhos’ à caminho...

Emergiram do meu ser, do casamento da ‘inspira’ com a ação.

Você também tem um livro dentro de você?

Eu posso ajudar a trazê-lo ao mundo! Sou jardineira de ideias, parteira de livros, e sou alguém apaixonada pela escrita: amo vê-la florescendo em mim e nos outros também!!!

Conheça os cursos:

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Com carinho,

Gabi

Gabriele Ribas - psicoterapeuta, coach, arteterapeuta

Facilitadora de Escrita Autêntica, Criativa e Terapêutica

Escrevendo emoções…

Escreva quando estiver triste,

E parecer que tiraram o chão dos seus pés.

Na linha da frase, recupere a sua base.

Encontre o seu caminho, acolha-se, no ninho.

Traduza as lágrimas em palavras.

Enxugue suas lástimas.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver com raiva.

E a energia ardente circular por todo corpo.

Transforme esta força, em criatividade.

Escreva e reescreva.

Rabisque, apague, amasse.

Expresse a sua dor, aliviando-a.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver com medo.

E até quando a sua sombra te assustar.

Sozinho, no escuro, acenda a luz interior...

Abrace a sua sombra, com amor.

Deixe a escrita te conduzir.

Caminhe pelas letras que clareiam seus passos.

Releia sua trajetória. Agradeça cada aprendizado.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver alegre.

Comemore, celebre e agradeça.

Escrever intensifica e prolonga a felicidade.

Promove emoções positivas dos pés a cabeça.

Conte as suas infinitas bênçãos.

Sorria nas páginas de alegria.

Reconheça este nobre momento.

Respire fundo, e vire a página.

Com reverência e gratidão...

Escreva cada emoção.

Se o sentimento é bom ou ruim

Quem sabe é o coração.

O papel tudo recebe, aceita e acolhe.

Não julga não interrompe nem esnoba.

O lápis te instrumenta e te dá asas para voar.

Entre linhas, entrelinhas, até, se encontrar!

Escreve, escreve, e vira a página.

Há sempre algo novo para contar.

E o seu caderno – confidente.

Sempre irá te escutar!

Essa não é uma poesia sobre emoções.

É sobre virar a página...

Tudo passa.

Tristeza, medo, raiva, alegria...

Sentimentos que vem e que vão.

Viva cada momento, intensamente...

Respire fundo, e vire a página.

Tudo passa, mas nada é em vão.

--- Quando olhar para trás, verás que escreveu uma bela história, colorida de emoções... Momentos alegres ou tristes te fizeram ser quem és. 

Virar a página é celebrar a bênção do novo dia.

Virar a página é recomeçar.

Virar a página é reinventar-se.

É amar-se, é amar.

 

Qual a página da sua vida que você precisa virar para permitir-se viver uma nova história?

Muitas vezes, estamos relendo a mesma folha, e parece que andamos em círculo, sem sair do lugar.

Fica o convite para virar a página, e descobrir que o NOVO, já está a te esperar!

Chega de repetir dores do passado... Vamos criar felicidade?

Vire a página, e busque ser feliz.

Escreva a sua própria história...

O que me diz?

Com carinho,

Gabi

A dança da escrita. A escrita da dança.

 

Querer escrever é a mesma coisa que querer dançar, cantar ou pintar. São extensões naturais do artista que existe em nós. Sandra Shuman

 

Eu lembro que eu tinha por volta de 14 anos e estava numa festinha dançante da minha prima. Eu via as pessoas dançarem, animadas, felizes, livres.

Ah, como eu queria dançar assim – pensei.

Mas tinha muito medo de parecer desengonçada. Tinha receio de estar fora do ritmo. Tinha pavor de ‘pagar mico’. Então… Fiquei sentadinha.

Mas a minha alma dançava por dentro.

Quando criança, eu dançava livremente, e adorava dublar na frente do espelho, com as roupas da minha mãe, e com uma escova de cabelo, que fazia de conta que era o microfone. Mas com a chegada da adolescência, veio de brinde a timidez…

Eu… alí… Naquela festinha, sentadinha, paradinha…

Mas com a alma dançando!

De repente, senti um impulso, uma energia, uma vontade maior.

Pensei: Afinal, o que me impede de ser feliz? Por que estou aqui, me torturando, sendo que a minha alma já sabe o que quer?

Até que tomei coragem, levantei, e fui pra rodinha de dança, com um tímido balanço. Fechei os olhos, fui embalando o corpo com a alma, a alma com o corpo. Misturei-me na música, me perdi. Perdi a noção do tempo, a preocupação, o medo. Dancei livre: encontrei-me, enfim!

Quando abri os olhos, tudo estava bem, afinal, cada um dançava o seu mundo. Senti um alivio. Senti que naquela noite, recuperei algo sagrado: Talvez um pedaço da minha infância ou uma alma de bailarina.

Ás vezes minha alma dançarina adormece, mas ela sempre está lá. Basta ouvir a música certa, uma pitada de confiança, a despedida do medo, fechar os olhos, respirar fundo, e... uláá... Mergulhar no corpo criante!

A dança é um belo caminho, e o mais incrível, é que nem precisamos sair do lugar! É uma jornada de passos internos, invisíveis. Dançar livre é conectar-se com a nossa essência criativa e artística.

"Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho."

W. Dyer

Gosto de relacionar a dança e a escrita. Escrever é a minha paixão, e assim como a dança, uma bela arte criativa.

Dançar é Escrever com o corpo...

Escrever é Dançar com a alma...

 

Assim como eu senti aquele frio na barriga na minha adolescência, com medo de dançar na frente dos outros, já ouvi várias pessoas me dizerem que tem medo de escrever, especialmente, medo da reação dos outros.

Ah, esse tal medo do julgamento... Mas o maior julgamento, o mais terrível e assustador... Penso que é o interno! Nosso crítico interno quer nos proteger, mas acaba muitas vezes, nos tolhendo a liberdade criativa!

Todos nós somos dançarinos, todos somos escritores. Todos somos artistas!

Basta dançar, basta escrever! É uma questão de permitir-se, expressar-se, libertar-se, sem medo de ser feliz!

As crianças não fazem isso, tão naturalmente?

 

“Toda criança é um artista.

O problema é o como manter-se artista depois de crescido.”

Picasso 

 

Não precisamos dançar perfeitamente, nem escrever perfeitamente, mas sim, com autenticidade: com a alma, com a verdade mais pura que emerge da essência criativa do ser.

Você pode ver uma dança tecnicamente perfeita, mas vazia de alma. E uma dança simples e natural, repleta de vida! Você pode ler um texto impecável, mas sem vitalidade, sem emoção. E um simples texto, escrito com a pureza do coração.

Acredito na expressão espontânea da arte.

Acredito que somos todos criativos!

Escreva como se estivesse dançando sozinho: sem medo, sem preocupação, sem julgamentos. Liberte a sua alma artista e criativa. Expresse o que floresce em você.

Aos poucos, vamos tomando coragem de nos mostrar. Não para os outros, mas para nós mesmos! Pois toda arte autêntica, é revelação! A arte é um caminho criativo para o autoconhecimento. A vida é arte criativa! Quanta beleza nos rodeia! Quanta beleza podemos criar!

Como você está escrevendo a sua história, e dançando a sua vida?

Com carinho,

Gabi

Gabriele Ribas – psicoterapeuta e arteterapeuta

cadernodagabi@gmail.com

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