Navegando "Escrita Terapêutica"

Ele e ela

Ele e ela

Ele é homem, ela é mulher.
Ele é yang, ela é yin
Ele é sol, ela é lua.
Ele é o calor que aquece no frio.
Ela é o frio que suaviza o calor.
Ele é força, ela é suavidade.
Ele é sabedoria, ela é imaginação.
Ele é inteligência, ela é sensibilidade.
Ele é terra, ela é mar
Ele é fogo, ela é ar.
Ele é razão, ela é emoção.
Ele é organização, ela é espontaneidade.
Ele é música, ela é dança.
Ele é som, ela é silêncio
Ele é o sonho dela… Ela é o despertar dele…
Ele e ela… Não são duas metades… São dois inteiros… São parceiros…
Não são opostos… São complementares!
E assim é.

Gabriele Ribas

Ilustração: Cintia Freitas
https://www.facebook.com/estudiocintiafreitas/?fref=ts

Escrevendo emoções…

Escreva quando estiver triste,

E parecer que tiraram o chão dos seus pés.

Na linha da frase, recupere a sua base.

Encontre o seu caminho, acolha-se, no ninho.

Traduza as lágrimas em palavras.

Enxugue suas lástimas.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver com raiva.

E a energia ardente circular por todo corpo.

Transforme esta força, em criatividade.

Escreva e reescreva.

Rabisque, apague, amasse.

Expresse a sua dor, aliviando-a.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver com medo.

E até quando a sua sombra te assustar.

Sozinho, no escuro, acenda a luz interior...

Abrace a sua sombra, com amor.

Deixe a escrita te conduzir.

Caminhe pelas letras que clareiam seus passos.

Releia sua trajetória. Agradeça cada aprendizado.

Respire fundo. E vire a página.

Escreva quando estiver alegre.

Comemore, celebre e agradeça.

Escrever intensifica e prolonga a felicidade.

Promove emoções positivas dos pés a cabeça.

Conte as suas infinitas bênçãos.

Sorria nas páginas de alegria.

Reconheça este nobre momento.

Respire fundo, e vire a página.

Com reverência e gratidão...

Escreva cada emoção.

Se o sentimento é bom ou ruim

Quem sabe é o coração.

O papel tudo recebe, aceita e acolhe.

Não julga não interrompe nem esnoba.

O lápis te instrumenta e te dá asas para voar.

Entre linhas, entrelinhas, até, se encontrar!

Escreve, escreve, e vira a página.

Há sempre algo novo para contar.

E o seu caderno – confidente.

Sempre irá te escutar!

Essa não é uma poesia sobre emoções.

É sobre virar a página...

Tudo passa.

Tristeza, medo, raiva, alegria...

Sentimentos que vem e que vão.

Viva cada momento, intensamente...

Respire fundo, e vire a página.

Tudo passa, mas nada é em vão.

--- Quando olhar para trás, verás que escreveu uma bela história, colorida de emoções... Momentos alegres ou tristes te fizeram ser quem és. 

Virar a página é celebrar a bênção do novo dia.

Virar a página é recomeçar.

Virar a página é reinventar-se.

É amar-se, é amar.

 

Qual a página da sua vida que você precisa virar para permitir-se viver uma nova história?

Muitas vezes, estamos relendo a mesma folha, e parece que andamos em círculo, sem sair do lugar.

Fica o convite para virar a página, e descobrir que o NOVO, já está a te esperar!

Chega de repetir dores do passado... Vamos criar felicidade?

Vire a página, e busque ser feliz.

Escreva a sua própria história...

O que me diz?

Com carinho,

Gabi

A CARTA NÃO ENVIADA

 

“Às vezes escrever uma só linha basta para salvar o próprio coração.”

Clarice Lispector

 

Esta é uma sugestão de exercício de autoconhecimento para quando você estiver com tantos sentimentos fortes em relação a certa pessoa, que sente dificuldade ou impossibilidade de falar tudo o que sente...

 

Exercício de escrita terapêutica: A carta não enviada:

 

  • Escolha uma pessoa que o relacionamento tenha sido um desafio.
  • Escreva uma carta, à mão, colocando todos os seus sentimentos em relação a esta pessoa. Escreva tudo que você sempre quis dizer para esta pessoa.
  • Importante: Não entregue a carta – o objetivo é você expressar os seus sentimentos, aliviar a carga emocional, liberar energias bloqueadas.
  • Queime a carta. (Se estiver em psicoterapia, pode fazê-lo junto do seu terapeuta)
  • Este é um exercício de autoconhecimento, perceba como você se sente no processo.

 

Escrever é uma forma eficiente de organizar os seus pensamentos e expressar os seus sentimentos mais profundos.

Se você tem um problema com alguém, esse problema é seu, não do outro. Com a técnica da carta não enviada, você resolve o problema, dentro de você. Isso traz mais clareza, mais leveza, mais bondade. Não é o outro que precisa mudar, mas sim a maneira de você enxergar a situação.

Se você está em conflito com alguém, experimente escrever sobre isso. Faça da escrita a sua autoterapia. Escrever traz alívio, clareza e calma. Com mais serenidade, e depois de uma boa noite de sono, você poderá avaliar se ainda há algo que de fato vale a pena falar.  Muitas vezes, a prática da carta não enviada é suficiente para acalmar o seu coração. E um coração que está em paz, vê festa em todas as aldeias (provérvio hindu)!

 

Com carinho, Gabi

Psicoterapeuta Transpessoal

cadernodagabi@gmail.com

Escrever e Editar: É só começar!

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ESCREVER E EDITAR: HARMONIZANDO OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

Escrever livremente amplia a sua capacidade de comunicação e inspira o seu autoconhecimento.

O potencial criativo é amplificado quando nos sentimos livres para experimentar, para criar, para escrever e para viver com autenticidade!

A escrita é um ato criativo que integra duas etapas importantes: ESCREVER e EDITAR.

ESCREVER: A primeira etapa consiste em permitir o livre fluxo criativo e escrever espontaneamente. Escrever possibilita expressar e materializar os seus pensamentos, ideias, sentimentos, intuições, experiências, conhecimentos, imaginações e informações.

EDITAR: A segunda etapa implica em organizar, editar e conferir racionalmente o que foi escrito. É neste momento que observamos a coerência da mensagem, conferimos a ortografia e a concordância gramatical.

Para escrever, acionamos o nosso hemisfério cerebral direito, a “morada” da criatividade, da síntese, da imagem, dos sentimentos, da poesia, do prazer e da criança interior. Para editar o que escrevemos, precisamos ativar o nosso hemisfério cerebral esquerdo, responsável pela lógica, raciocínio, classificação, organização gramatical e análise crítica.

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Na escrita terapêutica, visando comunicar-se melhor consigo mesmo e experimentar a liberdade de criar e expressar o seu mundo interior, a primeira etapa (escrever) pode ser suficiente.

Contudo, quando almejamos compartilhar o que escrevemos, a segunda etapa (editar) é essencial para que a entrega da nossa mensagem seja clara e eficiente. Escrever e editar integra os nossos hemisférios cerebrais, como uma dança criativa e dinâmica.

De um modo geral, a escola formal preconiza a edição da escrita, valorizando em demasia o português correto, as regras gramaticais e a lógica racional.

Contudo, vimos que esta é uma etapa importante da escrita, mas não é a única. Antes de esculpir o texto, precisamos da matéria prima! A fonte da criatividade brota da nossa alma e precisa fluir livremente pelas nossas mãos.

A nossa escrita espontânea é a matéria prima da nossa obra.

O curso ESCREVA-SE: oficina on-line de escrita autêntica busca desbloquear o potencial criativo e permitir o livre fluxo da imaginação e da criatividade única de cada pessoa. Através de exercícios de escrita positiva, espontânea, criativa e terapêutica, convida-se a alma a expressar a sua voz.

Desafios criativos estimulam a escrita como um processo de crescimento pessoal.

Se você quiser saber mais sobre a próxima turma do ESCREVA-SE, clique aqui.

Com carinho,
Gabi Ribas – coach de escrita
cadernodagabi@gmail.com

A Escrita Terapêutica na minha vida

Escrever sobre a escrita terapêutica é algo muito espontâneo e natural para mim, afinal, vivencio esta prática desde criança. Sempre apreciei poder me expressar através da arte, especialmente a arte da escrita.

Na infância, desenhava diariamente e escrevia em uma língua própria, que só eu entendia… rsss
Na adolescência, ter um diário me ajudou a passar por esta fase de tantas mudanças, dúvidas e a busca pela identidade.

Os desafios da vida adulta ficaram mais leves com a prática da escrita criativa, espontânea e terapêutica.

Diário, agenda, caderno de sonhos, rabiscos, ideias…

Assim, o papel foi tornando-se para mim, um GRANDE TERAPEUTA. Sempre aberto, receptivo, acolhedor…

E transformador! Como um espelho, podemos nos ver naquilo que escrevemos e isto pode ser profundamente terapêutico.

Dores se transformaram em poesias, desafios se transformaram em contos, angústias se transformaram em palavras e as palavras transformaram o sofrimento em autoconhecimento, aprendizado e superação.

As alegrias viraram histórias, os sonhos viraram romances, as inspirações viraram pensamentos, que transformaram sentimentos, ressignificaram memórias e redescobriram potencialidades.

E assim… Ontem, hoje e amanhã, a escrita sempre me acompanha, me alimenta, me transforma e me cura!

Na escrita terapêutica escrevemos para nós mesmos, sem preocupação com certo ou errado, bonito ou feio, bom ou ruim. A ESCRITA ESPONTÂNEA É LIBERTADORA!

A liberdade para nos expressarmos abre o portão da criatividade e da inspiração. A escrita autêntica nasce da nossa alma, é a expressão da essência criativa do ser.

Escrever pode ser terapêutico,  transforma-dor…
Transforma a dor… em cura.

Eu acredito que precisamos SER o exemplo daquilo que acreditamos. Assim, sendo a escrita terapêutica para mim, confio que posso ajudar que ela seja terapêutica para você também, se você quiser, é claro!
Há vários exercícios, técnicas, dinâmicas e ferramentas de auto-descobrimento e criatividade que podem desbloquear o nosso potencial criativo e libertar o escritor-terapeuta que existe em nós.

Todos nós temos algo a dizer, uma mensagem que ansiamos tirar da cabeça em direção ao papel… e do papel ao mundo! Quando lemos a nossa criação, podemos nos reconhecer, reencontrar, recriar… E ir além!

Agora, algumas perguntas para você:
1. Como é a sua relação com a escrita?
2. Você já praticou a escrita terapêutica? Tem vontade de experimentar esta prática?
3. Você acredita que a escrita possa ser terapêutica? Obs* entendendo terapêutico não como sendo psicoterapia, mas sim aquilo que nos promove bem estar, saúde e amplia a nossa consciência.

Que possamos ser os autores da nossa vida, escolhendo como queremos escrever a nossa história. Muitas vezes não podemos mudar os fatos, mas podemos mudar a forma de encará-los, e mais importante: podemos nos transformar positivamente diante das mais diversas experiências, sejam boas ou ruins – isso depende de como as vemos. Assim, sempre podemos escolher como vamos sentir, pensar e agir.

Se você deseja receber conteúdos exclusivos sobre escrita terapêutica, entre outros temas de autoconhecimento, solicite através do e-mail: cadernodagabi@gmail.com ou cadastre-se na nossa newsletter.

Com carinho,
Gabi

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