Navegando "Reflexão"

Como você está?

Olá,

Como você está?

“ Tudo bem…

Tudo bem…

Tudo bem…

Eu sempre vou dizer: tudo bem!

Mesmo que eu esteja devastada por dentro.

Vou sorrir, e provavelmente você nem perceba meu desmatamento interno.

Não é culpa sua. Não é culpa minha.

Eu simplesmente não saberia como falar a verdade. Eu nem saberia dizer qual é a verdade.

Mas a verdade, era que eu não estava nada bem.

Você não poderia imaginar que por dentro eu estava tão oca de felicidade.

É que meu verniz às vezes é reluzente, e disfarça as minhas dores.

Eu não estava bem, mas quando alguém perguntava, eu sorria por fora e respondia:

– Está tudo bem.

Sou introvertida e tímida, uma combinação que pode ser suavemente explosiva.

O introvertido tem a sua energia voltada para dentro. O tímido se sente inseguro para expor o que sente.

E eu, bem, eu simplesmente não sabia como falar sobre o meu infinito.

Meu universo interior é tão vasto…

Na dúvida, escolhia o silêncio.

Mas por dentro tinha um jardim de palavras. Misturas de flores silvestres, lagos encantados e sim, também cresciam ervas daninhas por aqui.

Palavras entaladas já me causaram dores de garganta. Quase fiz um colar de silêncios gritantes.

Mas, com o tempo, fui aprendendo a colocar a dor para fora. Parei de me envenenar de tristezas e amarguras.

Escrevi as minhas feridas, as minhas dores, e escolhi transformá-las em expressões criativas e vivas.

Isso me trouxe um alívio restaurador.

Tirei as preocupações da cabeça e coloquei-as no papel.

Tirei as angústias da alma e transformei-as em rabiscos.

Tirei o aperto no peito e teci poesia.

Tirei o medo algoz e pintei rimas.

Tirei a ansiedade e escrevi por horas.

Tirei a confusão e criei histórias.

Escrevi as dores e as alegrias.

Escrevi de noite e de dia.

Eu encontrei a minha voz.

Eu encontrei a minha sabedoria.

Tirei os sonhos da gaveta e fui viver.

Não retornei para o calabouço do esquecimento.

Continuei escrevendo, (re)escrevendo e vivendo.

Escrevivendo…

Aprendi a escrever a vida que eu queria ler. ”

(trecho de Curadora ferida, curadora desperta)

 

No meu trabalho com o autoconhecimento través da escrita, me inspirei no meu próprio desenvolvimento, pessoal e profissional.

Me graduei em psicologia, me especializei em psicologia transpessoal e em arteterapia. Fiz mestrado em saúde.

Mergulhei em estudos e vivências orientais e ocidentais, artísticas e científicas, espirituais e corporais.

Estudei budismo tibetano na índia. Fiz curso de reiki, thetahealing, bodytalk, aromaterapia. Estudei e pratiquei sobre ayurveda, yoga, meditação, respiração, biodança, mandalas.

Fiz dança circular, estudei psicossíntese. Li muito. Viajei muito. Estudei. Escrevi. Meditei.

Mas a verdade é que o meu maior curso é a vida, a minha própria vida: minha maior inspiração.

E foi das vivências mais grandiosas e tenebrosas que eu fiz o cimento do meu templo.

E sigo me transformando, em ciclos de morte e renascimento… com leveza e profundidade.

Você pode conferir meus escritos e inspirações para o autoconhecimento, nas minhas casas da internet: no blog, instagram e facebook do Caderno da Gabi.

Você pode se conhecer através da escrita, por meio do e-book Caderno do Eu.

E você também pode ter o meu apoio e inspiração na sua jornada… através dos escritos, cursos, livros e atendimentos…

Ah, e se desejar, me responda… como você está?

Não vale dizer simplesmente “tudo bem”… conte algo mais!!!

Com carinho,

Gabi Ribas – cadernodagabi@gmail.com

Gota de Orvalho

 

Olá, tudo bem? Como você está?

Se está mal… como pode melhorar?

Se está bem… como pode melhorar?

Tem uma conhecida frase de Nietzsche que diz que aquilo que não nos mata, nos fortalece. Diante dos desafios da vida, podemos aprender a vê-los como oportunidades de crescimento. Eu sei que isso nem sempre é uma tarefa fácil, mas confio que é possível!

Hoje compartilho com você uma poesia que escrevi em um momento que eu não estava muito bem… Mas, ao escrever, fui transformando meus sentimentos, e no final da poesia, eu já me sentia mais leve e renovada.

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Insaciável

Certo dia eu estava com uma sensação de falta de tempo, pois desejava mais do que meu limite de tempo e espaço permitia. Aí sentei tranquilamente, respirei fundo, e nasceu essa poesia… que representa um pouco meu lado gulosa que quer abocanhar a vida, mas também meu lado sereno e pacífico, que aceita escolher alguns doces momentos. E… Como você se sente em relação ao tempo e as escolhas?

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Da janela…

 

Essa é a vista da janela da sala da minha casa.

Eu brinco que é o meu quadro vivo.

É a mesma vista, mas ela sempre me surpreende.

Por volta das 6h30, espio a janela, para ver o espetáculo solar, neste show particular.

Nuances de cores dançam no céu, ao sabor da sinfonia silenciosa da manhã.

 

O quadro vivo se transforma a cada segundo.

A manhã dourada, o meio dia iluminado, a tarde delicada rosa azulada…

 

De tardezinha, o azul profundo, e à noite, o breu salpicado de estrelas. E na lua cheia, a majestosa faz a festa no céu.

 

Eu adoro apreciar o céu, o sol, a lua e o mar…

As incríveis cores que se movem no céu sempre me surpreendem!

O nascer e o pôr do sol me encantam, me acalmam, me meditam…

Santuário da Paz: é o que a praia representa para mim.

Da minha janela, pro mundo, aprecio a beleza.

Toco o divino com um singelo olhar.

Imagino que Deus é pintor e brinca de colorir o céu.

Aí Ele me oferece o silêncio, que é preenchido pelo suave das ondas. Nesse movimento de deleite para os meus sentidos, sinto cheiro de vida. O ar tem um frescor que desliza com sabor de hortelã pela minha pele.

Sinto uma alegria pueril que parece cócega na alma.

Natureza: a beleza que me cura da poeira diária.

Por um momento, tudo é perfeito, e eu me fundo naquele céu.

E eu me afundo naquele amar.

Parece que fui lá pintar com Deus.

Mas logo volto e ele me entrega lápis e pincel.

 

  • Cria sua vida!

Me lembra da minha obra de arte.

E volto a ser criança, só para sonhar no seu abraço celestial.

Deus está em tudo. Deus está em todos.

O céu me lembra disso.

 

Gabriele Ribas

Exercício de Escrita Terapêutica…

Vamos praticar?

Agora mesmo… busque a janela mais próxima… o que você vê?

O que você sente? Busque a janela do seu Ser… Olha pra dentro, olha pra fora… O que tem aí, agora?

Escreva… livre e leve, fácil e breve… deixando fluir suas palavras secretas… E se quiser se inspirar, pode escutar abaixo a poesia que escrevi… “Da janela”…

E se quiser compartilhar comigo, vou apreciar conhecer o seu mundo, através da sua janela!

Com carinho,

Gabi

 

Não sei de Nada. Só sinto Tudo.

E quando fica muito difícil falar, o que você faz?

Quando fica muito difícil falar, eu escrevo! Essa poesia nasceu após sentir um “aperto no coração”… e… muita emoção… fui transformando as lágrimas em palavras, e dei voz ao sentimento, sem explicação… mas com presença, beleza e poesia! No final, já não importava mais o que eu queria dizer, apenas respirei fundo,  senti… agradeci… e escrevi:

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abr 11, 2017 - Autoconhecimento, Reflexão    2 Comments

Qual oportunidade está acenando para você?

Atenção, este texto está inacabado e ao final dele você será convidado a continuá-lo.

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Amanheceu belamente.

Diariamente o sol nos dá um espetáculo, mas naquela manhã, foi especial.

Em tons rosáceos e azuis, céu de algodão doce, sol iluminando, convidando o dia a despertar encantos.

Minutos depois… fez-se a chuva. Céu carregado, cinza e pesado. E assim, o dia clareou, e assim, o dia escureceu.

Quem acordou cedo, pode contemplar um belo amanhecer. Quem acordou tarde, só viu a chuva.

Alguns viram os dois.

A chuva também tem a sua beleza. Afinal, cada momento  reserva um presente. Mas, o que eu gostaria de lembrar é…

De uma hora para outra, tudo pode mudar.

São singelos instantes que nos convidam a prestar a atenção. Cada momento é precioso, de verdade. Esse exato, em que você me lê, enquanto observa a sua respiração, escuta os sons a volta… Momento único, nunca se repetira. Mesmo que logo mais você faça  exatamente a mesma coisa.

Já disse o filósofo, ninguém entra duas vezes no mesmo rio. Você não será o mesmo, nem o rio.

E as oportunidades, sim, era sobre isso que eu queria te falar. Oportunidades são muitas vezes como aquele nascer deslumbrante  do sol, que reluz por alguns instantes, e pode ser seguido de um temporal cinzento.

Oportunidades surgem… no trabalho, no amor, seja onde for… brilham como o sol que desponta no horizonte, acenando uma esperança.

Mas o tempo é finito, e tudo passa.

Oportunidades… se você não abraçá-las, elas se vão.

Algumas oportunidades duram horas, semanas, meses, anos… ali, te acenando com simpatia, como um placa neon na escuridão.

– Estou aqui, estou aqui!!! Me vejaaaa!!!

Mas, anestesiado pela rotina, sobrecarregados de tarefas hercúleas, perdidos no próprio umbigo, lambendo as próprias feridas ou distraídos com qualquer coisa de fora, muitas vezes não percebemos as belas oportunidades que a vida nos oferece.

Pensamos que elas estarão lá para sempre.

Só que não.

O tempo anda escorrendo ininterruptamente e quando voce vê…

Não está mais lá:

o livro, a casa, o sol, a pessoa,

o sonho, a musica, a dança, a criança,

a flor, o abraço, o olhar,

o curso, o trabalho, o cheiro,

o calor, o sabor, o convite,

a viagem, a passagem…

a oportunidade.

Partiu. Morreu. Desapareceu. Sumiu.

E agora?

Espero que este não seja o fim.

Continua o texto, para mim? 

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… eu continuei, assim: 

O passado passou, o futuro nem chegou.

À oportunidade perdida, a minha despedida.

Olho atenta para onde estou.

Aqui e agora.

Avisto tesouros. Avisto jardins. Cuidarei destes.

Minha oportunidade é o meu presente.

É tudo que tenho agora.

É tudo que sou.

Abraço este bonito infinito.

Respiro.

Descanso da preocupação.

A oportunidade sempre se renova, a cada respiração.

Se não aquela, leite derramado.

Outra virá, doce e fresca.

…se perdi, não era meu.

Preste atenção.

Agora mesmo…

Qual a oportunidade está acenando para você?

Gabriele Ribas – Escritora e Coach de Escrita

Se preferir, você pode escutar este texto com a minha voz:

Qual a diferença entre conhecimento e sabedoria?

3-2

Muitos já escreveram sobre vários assuntos. Tantos sábios autores nos deixaram legados de conhecimentos, de sabedoria. A abundância de informações permite que possamos pesquisar sobre qualquer assunto. Mas… Qual é o nosso desafio diante do vasto conhecimento disponível?

Na minha época da escola, pesquisava nos livros, nas enciclopédias, como a Barsa, para fazer as atividades escolares. Lembro-me de vários trabalhos escritos a mão, e de como eu gostava não apenas de pesquisar, mas criar a partir do que eu descobria.

Com o advento da internet, o ‘ctrl c’ e o ‘ctrl v’ marcam uma nova era, que muitas vezes carece de criatividade, pois “parece mais fácil” copiar o que já existe. O conhecimento sequer é digerido, internalizado… Ele simplesmente passa por nós. O Google tornou-se o mestre que tudo responde… Sempre podemos recorrer a ele…

Mas antes é preciso fazer a pergunta.

As respostas já existem, mas precisamos saber (bem) perguntá-las. Tudo poderá ser-nos dado, mas antes, precisamos pedir.

A resposta pode vir pela internet, por um livro, amigo, filme, outdoor, palestra, curso… ou… vir de dentro, da alma, do coração, do silêncio que tudo sabe, tudo diz: basta ouvir.

Então eu me questiono: Com essa abundância de informações, como podemos transformar o conhecimento em sabedoria? Conhecer não basta, sinto que precisamos VIVER o que conhecemos. Internalizar a informação, digeri-la, transforma-la criativamente e devolve-la para o mundo como uma contribuição única, autêntica.

Vejo que hoje o grande desafio não é saber, mas sim SABER FAZER. Informações todos podem ter, basta buscar.

Ideias podem brotar naturalmente… Mas a grande diferença será daquele que colocar em prática seus sonhos, ideias e ideais.

É preciso plantar a semente da sabedoria, vivê-la, vivenciá-la intensamente crescendo dentro de si e florescendo para o mundo.

Vamos ser o exemplo do que acreditamos. Vamos inspirar a informação, respirar o conhecimento, expirar a sabedoria. Vamos plantar aquilo que esperamos colher.

O que você está esperando para plantar os seus sonhos, e colher realizações?

O conhecimento é como uma faca, que pode te trazer certo poder. Você pode usar a faca para passar manteiga no pão, ou ferir alguém. O conhecimento pode levar à cura de doenças, ou a bomba atômica. O conhecimento traz poder, mas precisa ser bem utilizado, em prol do bem comum.

Já a sabedoria é virtude. Ser sábio é mais do que ter informações, é internalizar e viver o saber. É transpirar o conhecimento com naturalidade e bondade. É SER sábio, ser o exemplo. Encantar pelo seu jeito de ser e saber fazer. É ensinar com a simplicidade das atitudes e pequenos gestos, que fazem a diferença. O sábio nem sempre faz uso das palavras. Muitas vezes, seu silêncio diz muito. A mensagem sábia pode ser verbal ou não verbal, uma imagem sábia pode dizer muito, sem falar nada.

Eu percebo a extrema importância de fazermos uma ponte entre o cérebro e o coração, entre a razão e a emoção, entre a ciência e a espiritualidade. Muitas pessoas tem o conhecimento, mas não vivem a sabedoria, tantos têm a teoria, mas não vivem a prática, e tem aqueles que pregam uma doutrina, mas não a vivem.

Meu convite é que possamos nos observar, nos questionar se estamos REALMENTE vivendo o que acreditamos. Se nós estamos ensinando através do nosso exemplo, ou dizendo: ‘faça o que eu digo, e não o que eu faço’.

Que possamos VIVER a sabedoria, que possamos SER o que sonhamos para nós, que possamos INSPIRAR através do nosso exemplo.

E então, como você pode viver e expressar a sua sabedoria HOJE?

Conte para mim, vou adorar saber!!!

Gabriele de Oliveira Ribas

Psicoterapeuta e Coach

Mestre em Saúde

Especialista em Psicologia Transpessoal e Arteterapeuta