Sereia Fada
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Sereia Fada
A sereia virou fada
Pela luz foi renovada
Renasce com beleza
Em meio à natureza
Quais são as três coisas mais importantes da sua vida?
Quais são as três coisas mais importantes da sua vida?
Foi esta a pergunta que o taxista me fez, após eu indicar o endereço desejado.
Fiquei surpresa com seu questionamento, ele parecia curioso para saber o que eu ia responder.
Pensei em mil coisas, na hora eu disse: Minha família, meu trabalho e minha espiritualidade.
Resposta errada, disse ele!
Como assim? Pensei… Como ele pode dizer que está errado? Achei estranho no primeiro momento, mas vamos lá, deve ter algum motivo, então perguntei: Qual seria a resposta certa?
As três coisas mais importantes da sua vida são: ar, água e alimento – retrucou, enfaticamente – Pensa bem, você não pode ficar mais que alguns segundos sem respirar. E sem água e comida, poucos dias seriam fatais.
Ele trouxe toda uma reflexão repleta de amor pela Terra, enfatizando o quanto precisamos cuidar das árvores, da terra, da água, do ar, de toda natureza, do planeta:
As pessoas não se dão conta que precisamos disto para sobreviver. Moramos sob o mesmo céu, andamos pela mesma terra, compartilhamos os mesmos alimentos, e respiramos o mesmo ar. Essa é a nossa sobrevivência. Precisamos cuidar da nossa Casa, da nossa Terra, do nosso Lar: o nosso amado Planeta.
Fiquei surpresa, pensativa e reflexiva. Afirmei: É verdade, você está certo! Obrigada por me trazer essa reflexão.
Ele me contou que faz essa pergunta a todos os passageiros, que era a sua forma de trazer essa problemática para as pessoas.
Agora eu pergunto:
Além da sobrevivência, que valores norteiam a sua existência?
O que realmente importa na sua vida? O que você mais valoriza?
Além do ar, água e alimento, o que você mais precisa para bem viver?
A viagem de carro passou voando, e quando ele me deixou em casa, ainda disse:
Você me ajuda a cuidar do planeta? – Perguntou, animado!
Ajudo sim, eu falei. E passarei as perguntas adiante!
É o que estou fazendo!
Gabriele Ribas
Hoje escrevi…
Hoje escrevi…
Ontem escrevi… Mas já passou…
Amanhã escreverei… O que? Não sei!
Hoje escrevo…
Escrevo aqui e agora.
No presente, não estou mais ausente.
Escrevo tudo que me habita…
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Lavanda poética

Um verdadeiro mar de flores!
Conhecer as lavandas, no sul da França, foi uma experiência bela, poética e perfumada.
E foi lá mesmo, na acolhedora região de Provance, que nasceu este singelo poema, uma verdadeira aromaterapia poética…
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Lavanda poética…
Lavanda, lilás-azulada…
Bela flor da purificação…
Limpa, cura e harmoniza…
Transforma a dor em perdão…
Lavanda, lavare, lavar…
Perfumada, livre e leve…
Lava com louvor…
Leal e amável flor…
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Encanto aromático…
Relaxa a minha mente…
Abraça os meus sentidos…
Deixa minha alma sorridente…
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Libera os excessos e pesos…
Respira a pureza do coração…
Flor da leveza e da suavidade…
Conecta com a imensidão…
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Delicada e perfumada…
Lavanda, refrescante…
Regenera, cicatriza…
Faz do eterno, um instante.

Equilibra, embeleza, reza…
Flor versátil e medicinal…
Aroma relaxante e suave…
Graciosidade sem igual…
Lavanda: minha aromaterapia…
Um abraço aromático desta nobre flor…
Cura as suas feridas, regenera…
Transborda em beleza e amor!
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Gabriele Ribas
Escritora.
Especialista em Psicologia Transpessoal e em Arteterapia. Psicoaromaterapeuta – sistema dos 13 aromas
Ele e ela
Ele e ela
Ele é homem, ela é mulher.
Ele é yang, ela é yin
Ele é sol, ela é lua.
Ele é o calor que aquece no frio.
Ela é o frio que suaviza o calor.
Ele é força, ela é suavidade.
Ele é sabedoria, ela é imaginação.
Ele é inteligência, ela é sensibilidade.
Ele é terra, ela é mar
Ele é fogo, ela é ar.
Ele é razão, ela é emoção.
Ele é organização, ela é espontaneidade.
Ele é música, ela é dança.
Ele é som, ela é silêncio
Ele é o sonho dela… Ela é o despertar dele…
Ele e ela… Não são duas metades… São dois inteiros… São parceiros…
Não são opostos… São complementares!
E assim é.
Gabriele Ribas
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Ilustração: Cintia Freitas
https://www.facebook.com/estudiocintiafreitas/?fref=ts
A pequena sereia – a história original dos contos de fadas
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Estátua da Pequena Sereia, Kopenhagen, 2016.
Hoje estou na terra de um grande escritor: Hans Christian Andersen, que nasceu no dia 2 de Abril de 1805, na Dinamarca. Você sabia que no dia do seu aniversário é comemorado, em sua homenagem, o dia internacional do livro infantil? Ele é autor de vários contos de fadas, por exemplo: O patinho feio, O soldadinho de chumbo, A princesa e a ervilha, A polegarzinha, A roupa nova do imperador e a Pequena sereia.
Hans Christian Andersen, com 30 anos de idade, escreveu o seu primeiro conto de fadas. Ele tornou-se um dos escritores mais populares da literatura infantil na Europa.
Faleceu em 6 de agosto de 1875, em Kopenhagen. Um dos símbolos da cidade é a pequena sereia, a qual ganhou uma estátua que é dos principais pontos turísticos da bela cidade dinamarquesa.
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Confesso que para mim foi uma surpresa assombrosa descobrir que o doce conto da Pequena Sereia, que conheci quando criança, nos filmes da Disney, é bem diferente do original.
Em ambos a sereia apaixona-se pelo príncipe e deseja tornar-se humana. Ela pede à bruxa do mar uma poção para isto.
Contudo, no conto original, a pequena sofre uma dolorosa decepção amorosa, pois o príncipe se casa com outra mulher. 🙁 Para voltar a ser sereia, ela teria que matar o príncipe, diz a bruxa. 🙁 Mas a jovem se recusa a isso, preferindo ela mesma, morrer. 🙁
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Quem quiser mais detalhes, pode pesquisar o conto original da pequena sereia de Hans Christian Andersen.
Apesar de eu ter achado uma história muito triste, dolorosa e sofrida, encontrei uma luz no fim do túnel do conto. Incansável otimista que sou, pensei assim: Sinto muito por tanto que a sereia sofreu, mas ao menos ela tornou-se humana, e assim, com a sua morte, ganhou uma alma imortal. Se continuasse sereia, sua morte significaria tornar-se espuma do mar (conforme contou a avó da pequena sereia).
A pequena era mais do que uma sereia, ela conheceu as dores e encantos de ser humana, e por isso, ganhou uma alma.
Ter uma alma imortal tem o seu valor, não é mesmo?
Embora eu tenha ficado “incomodada” com o conto original, acredito que foi terapêutico fazer uma releitura pessoal do conto. Talvez essa seja uma das grandes mágicas dos contos de fadas. Eles recebem uma nova nuance de acordo com o nosso olhar. Podemos olhá-los de vários ângulos, e no final das contas, o que realmente vemos, é o reflexo da nossa luz e da nossa sombra, em suma, da nossa humanidade.
E agora… Para acalmar o meu coração que ficou angustiado com a decepção da sereiazinha, convidei uma contribuição especial da minha amiga, a psicóloga Juliana Ruda, que é especialista em Psicologia Junguiana e autoridade no assunto contos de fadas. Fiz algumas perguntas para ela, e você confere as respostas abaixo:
Ju, por que os contos de fadas originais são muitas vezes tão “assustadores” e parecem muito mais contos de adultos do que de crianças?
R: Olá Gabi e leitores do Caderno da Gabi! Os Contos de Fadas retratam o que chamamos de zeitgeist da época, ou como é conhecido também, espírito do tempo. Isso quer dizer que eles se constroem no tempo e de acordo com o que é mais presente em dada época. Na sua origem, quando os contos começaram a ser compartilhados durante o trabalho agrícola e/ou em volta da fogueira, não havia a fase da vida que hoje conhecemos por infância. As crianças estavam incluídas no ambiente adulto, por isso a impressão dos contos serem mais adultos, porque, de fato, eram. Naquele período temas como canibalismo, morte, estupro, incesto, inveja, fome, eram comuns. Embora hoje em dia continuemos a ter essas temáticas em nosso dia a dia seja em menor ou maior intensidade, os contos estão abrindo espaço para novos horizontes, por exemplo, as personagens femininas têm ganhado cada vez mais força, isso porque, o zeitgeist da época é esse. É importante, ainda, termos em mente que os contos de fadas são culturais e transitam no tempo, podemos conhecer uma versão de um conto, mas em outro país encontrarmos uma versão diferente, contudo, a essência do enredo permanece a mesma.
Qual a importância dos contos de fadas para o desenvolvimento humano?
R: Eu diria que é importantíssima! Nossa vida é tecida através das histórias, nós somos histórias, nos somos contos de fadas! Talvez isso pode parecer estranho em um primeiro momento. Até porque, infelizmente, passamos a compreender os contos de fadas como histórias imaginárias e “fora da realidade”, quando não é bem assim. Pelo olhar da Psicologia Junguiana os contos espelham a psique humana, isto é, eles são o nosso próprio reflexo. Encontramos nos contos temas universais que vivenciamos no decorrer do nosso conto da vida, como: amor, medo, bem x mal, ansiedade, relacionamentos, nascimento, morte, entre outros. Ao ler um conto de fadas, uma pessoa, independente da idade, seja ela criança ou adulta, será tocada de alguma forma pelas linhas mágicas dessas histórias, se identificará com esse ou aquele personagem e assim por diante. Podemos ter um conto que nos acompanhará por toda a nossa vida ou ter vários contos que conversarão conosco no decorrer dela. Os contos de fadas são repletos de imagens e as imagens despertam emoções em nós e é por meio das emoções que nos conhecemos melhor e nos desenvolvemos como seres humanos.
Que elementos simbólicos podemos encontrar no conto da pequena sereia?
R: O conto da Pequena Sereia é repleto de simbolismos! Poderíamos ficar um longo tempo aqui dialogando sobre eles. Ao analisar um conto é interessante nos atermos aos personagens e as temáticas ali presentes, por exemplo. Encontramos nesse conto a Sereia, suas irmãs, a bruxa do mar, o príncipe, a mulher com quem ele se casa e até mesmo o mar pode ser considerado um personagem. De tema, o que se sobressai, em um primeiro momento, é o almejar, desejar, aquilo que queríamos ter, mas não podemos até então. É muito comum nos contos de fadas o herói ou a heroína passar por provas e desafios, tendo que se sacrificar. E vemos isso na Pequena Sereia, ela conquistou aquilo que desejava, mas com um preço. E não nos deparamos com situações assim na nossa vida? Ao escolher um caminho, estamos, consciente ou inconscientemente, deixando outro de lado. A Sereia foi corajosa e determinada, atingindo seu objetivo: tornar-se humana. Ao vivenciar isso, nem tudo foi o que ela imaginava, o véu da ilusão caiu, e o príncipe preferiu outra. Mas, apesar disso, ela escolheu sacrificar a si mesma do que sacrificá-lo. Uma atitude muito bonita para uns, já, para outros, pode parecer tolice. Ao morrer ela, na verdade, renasceu e transcendeu, eternizando-se. Ela amou e amou intensamente, o amor em sua essência é puro e genuíno, um tema universal. Às vezes, ao renunciar a nós mesmos é que vamos de encontro a nós mesmos. Não podemos também deixar de lado o simbolismo do mar. O mar é água, pode ser calmo e ao mesmo tempo turbulento; a água é um fio condutor, símbolo da transformação, purificação, sendo utilizada no batismo, por exemplo. A água também pode representar o materno. A Pequena Sereia nasceu no mar e para lá retornou. Seu retorno não foi da mesma maneira, ela voltou diferente, transformada, integrando-se e aceitando a si mesma.
Aqui um espaço livre para escrever o que desejar sobre os contos de fadas e a psicologia junguiana.
R: Gostaria de deixar aqui o convite para quem queira se aventurar pelas mais variadas florestas dos contos de fadas. Essas histórias além de encantadoras são preciosas e nos auxiliam no (re)encontro com nós mesmos, utilizando uma frase junguiana, eles nos auxiliam “a tornarmo-nos de fato quem nós somos”. Os contos são magia, são emoção, são paixão, são vida, são pulsar, são fluir, são transbordar. O mais belo dessas histórias e do olhar junguiano para elas é que cada pessoa irá simbolizá-las a sua maneira. Que tal agora, você, caro leitor, pensar em como simbolizaria o conto A Pequena Sereia? O que ele lhe diz? Que emoção desperta?
Ju, o Caderno da Gabi agradece imensamente a sua linda contribuição!
Ah, gente, depois dessa rica explanação da Ju, senti um maior entendimento e me percebi mais próxima dos contos de fadas! Espero que vocês também tenham gostado, e fica o convite para fazerem as suas próprias observações!
Com carinho,
Gabi
Gabriele Ribas é escritora, psicoterapeuta, arteterapeuta e coach.
Especialista em Psicologia Transpessoal. Mestre em saúde.
Facilitadora de Escrita Terapêutica.
Contato: cadernodagabi@gmail.com
Juliana Ruda é Psicóloga de Orientação Junguiana (CRP -08/18575)
Especialização em Psicologia Analítica. Atua em Curitiba-PR.
É facilitadora dos Grupos de Estudos: Poética da Alma e O Despertar dos Contos de Fadas, ambos com enfoque na Psicologia Junguiana.
Além de eterna aventureira dos Contos de Fadas!
E-mail: psicologa.julianaruda@gmail.com
Fanpage Profissional: https://www.facebook.com/PsicologaJulianaRuda/
Colunista da Coluna “Um Conto de Cada Vez”: http://opsicologoonline.com.br/category/colunas/um-conto-de-cada-vez-por-juliana-ruda/
Mãe de livros
Livros são filhos.
Livros são sonhados, desejados, gestados, e um belo dia, nascem!
Livros-filhos são cuidados, amados, e vem através de nós, mas não são nossos: são do mundo!
Eles têm uma missão própria, e é bonito vê-los crescer, conhecer outros lugares, outras pessoas…
Quando o livro nasce da alma é uma realização maior ainda.
Filhos-livros da alma são frutos da mais pura expressão criativa; são o retrato autêntico das nossas potencialidades.
Estes são meus queridos: Caderno do Eu e a Rosa da Gratidão!
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E tem outros ‘irmãozinhos’ à caminho…
Emergiram do meu ser, do casamento da ‘inspira’ com a ação.
Você também tem um livro dentro de você?
Eu posso ajudar a trazê-lo ao mundo! Sou jardineira de ideias, parteira de livros, e sou alguém apaixonada pela escrita: amo vê-la florescendo em mim e nos outros também!!!
Conheça os cursos:
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Entre em contato para receber mais informações >> cadernodagabi@gmail.com
Com carinho,
Gabi
Gabriele Ribas – psicoterapeuta, coach, arteterapeuta
Facilitadora de Escrita Autêntica, Criativa e Terapêutica
Escrevendo emoções…
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Escreva quando estiver triste,
E parecer que tiraram o chão dos seus pés.
Na linha da frase, recupere a sua base.
Encontre o seu caminho, acolha-se, no ninho.
Traduza as lágrimas em palavras.
Enxugue suas lástimas.
Respire fundo. E vire a página.
Escreva quando estiver com raiva.
E a energia ardente circular por todo corpo.
Transforme esta força, em criatividade.
Escreva e reescreva.
Rabisque, apague, amasse.
Expresse a sua dor, aliviando-a.
Respire fundo. E vire a página.
Escreva quando estiver com medo.
E até quando a sua sombra te assustar.
Sozinho, no escuro, acenda a luz interior…
Abrace a sua sombra, com amor.
Deixe a escrita te conduzir.
Caminhe pelas letras que clareiam seus passos.
Releia sua trajetória. Agradeça cada aprendizado.
Respire fundo. E vire a página.
Escreva quando estiver alegre.
Comemore, celebre e agradeça.
Escrever intensifica e prolonga a felicidade.
Promove emoções positivas dos pés a cabeça.
Conte as suas infinitas bênçãos.
Sorria nas páginas de alegria.
Reconheça este nobre momento.
Respire fundo, e vire a página.
Com reverência e gratidão…
Escreva cada emoção.
Se o sentimento é bom ou ruim
Quem sabe é o coração.
O papel tudo recebe, aceita e acolhe.
Não julga não interrompe nem esnoba.
O lápis te instrumenta e te dá asas para voar.
Entre linhas, entrelinhas, até, se encontrar!
Escreve, escreve, e vira a página.
Há sempre algo novo para contar.
E o seu caderno – confidente.
Sempre irá te escutar!
Essa não é uma poesia sobre emoções.
É sobre virar a página…
Tudo passa.
Tristeza, medo, raiva, alegria…
Sentimentos que vem e que vão.
Viva cada momento, intensamente…
Respire fundo, e vire a página.
Tudo passa, mas nada é em vão.
— Quando olhar para trás, verás que escreveu uma bela história, colorida de emoções… Momentos alegres ou tristes te fizeram ser quem és.
Virar a página é celebrar a bênção do novo dia.
Virar a página é recomeçar.
Virar a página é reinventar-se.
É amar-se, é amar.
Qual a página da sua vida que você precisa virar para permitir-se viver uma nova história?
Muitas vezes, estamos relendo a mesma folha, e parece que andamos em círculo, sem sair do lugar.
Fica o convite para virar a página, e descobrir que o NOVO, já está a te esperar!
Chega de repetir dores do passado… Vamos criar felicidade?
Vire a página, e busque ser feliz.
Escreva a sua própria história…
O que me diz?
Com carinho,
Gabi
A dança da escrita. A escrita da dança.
Querer escrever é a mesma coisa que querer dançar, cantar ou pintar. São extensões naturais do artista que existe em nós. Sandra Shuman
Eu lembro que eu tinha por volta de 14 anos e estava numa festinha dançante da minha prima. Eu via as pessoas dançarem, animadas, felizes, livres.
Ah, como eu queria dançar assim – pensei.
Mas tinha muito medo de parecer desengonçada. Tinha receio de estar fora do ritmo. Tinha pavor de ‘pagar mico’. Então… Fiquei sentadinha.
Mas a minha alma dançava por dentro.
Quando criança, eu dançava livremente, e adorava dublar na frente do espelho, com as roupas da minha mãe, e com uma escova de cabelo, que fazia de conta que era o microfone. Mas com a chegada da adolescência, veio de brinde a timidez…
Eu… alí… Naquela festinha, sentadinha, paradinha…
Mas com a alma dançando!
De repente, senti um impulso, uma energia, uma vontade maior.
Pensei: Afinal, o que me impede de ser feliz? Por que estou aqui, me torturando, sendo que a minha alma já sabe o que quer?
Até que tomei coragem, levantei, e fui pra rodinha de dança, com um tímido balanço. Fechei os olhos, fui embalando o corpo com a alma, a alma com o corpo. Misturei-me na música, me perdi. Perdi a noção do tempo, a preocupação, o medo. Dancei livre: encontrei-me, enfim!
Quando abri os olhos, tudo estava bem, afinal, cada um dançava o seu mundo. Senti um alivio. Senti que naquela noite, recuperei algo sagrado: Talvez um pedaço da minha infância ou uma alma de bailarina.
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Ás vezes minha alma dançarina adormece, mas ela sempre está lá. Basta ouvir a música certa, uma pitada de confiança, a despedida do medo, fechar os olhos, respirar fundo, e… uláá… Mergulhar no corpo criante!
A dança é um belo caminho, e o mais incrível, é que nem precisamos sair do lugar! É uma jornada de passos internos, invisíveis. Dançar livre é conectar-se com a nossa essência criativa e artística.
“Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho.”
W. Dyer
Gosto de relacionar a dança e a escrita. Escrever é a minha paixão, e assim como a dança, uma bela arte criativa.
Dançar é Escrever com o corpo…
Escrever é Dançar com a alma…
Assim como eu senti aquele frio na barriga na minha adolescência, com medo de dançar na frente dos outros, já ouvi várias pessoas me dizerem que tem medo de escrever, especialmente, medo da reação dos outros.
Ah, esse tal medo do julgamento… Mas o maior julgamento, o mais terrível e assustador… Penso que é o interno! Nosso crítico interno quer nos proteger, mas acaba muitas vezes, nos tolhendo a liberdade criativa!
Todos nós somos dançarinos, todos somos escritores. Todos somos artistas!
Basta dançar, basta escrever! É uma questão de permitir-se, expressar-se, libertar-se, sem medo de ser feliz!
As crianças não fazem isso, tão naturalmente?
“Toda criança é um artista.
O problema é o como manter-se artista depois de crescido.”
Picasso
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Não precisamos dançar perfeitamente, nem escrever perfeitamente, mas sim, com autenticidade: com a alma, com a verdade mais pura que emerge da essência criativa do ser.
Você pode ver uma dança tecnicamente perfeita, mas vazia de alma. E uma dança simples e natural, repleta de vida! Você pode ler um texto impecável, mas sem vitalidade, sem emoção. E um simples texto, escrito com a pureza do coração.
Acredito na expressão espontânea da arte.
Acredito que somos todos criativos!
Escreva como se estivesse dançando sozinho: sem medo, sem preocupação, sem julgamentos. Liberte a sua alma artista e criativa. Expresse o que floresce em você.
Aos poucos, vamos tomando coragem de nos mostrar. Não para os outros, mas para nós mesmos! Pois toda arte autêntica, é revelação! A arte é um caminho criativo para o autoconhecimento. A vida é arte criativa! Quanta beleza nos rodeia! Quanta beleza podemos criar!
Como você está escrevendo a sua história, e dançando a sua vida?
Com carinho,
Gabi
Gabriele Ribas – psicoterapeuta e arteterapeuta
cadernodagabi@gmail.com
Gabi Ribas

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